hoje, no ônibus, havia uma menina com o que os homens de jaleco branco chamam de paralisia cerebral. ela devia ter por volta de dez anos de idade, estava presa em uma espécie de carrinho de bebê, usava fraldas e um filete de baba escorria de sua boca. mas, alheia ao que chamamos de desgraça, ela sorria. com a boca rasgada, olhava fixamente para um ponto entre a janela e o teto do ônibus. ninguém percebeu a sua felicidade, niniguém notou que ela enxergava e sorria para o que via. eu juro que tentei ver também... mas não consegui. estava além da minha capacidade...
enquanto isso, o ônibus seguia o seu curso, impassível.
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Adoreei, isso mostra oque não importa oque aconteça devemos ir a luta, Liinda menina, poderosa! *-*
ResponderExcluirbeeijo
gostei deste mini conto, muito bem escrito de verdade, embora, em minha modesta opinião, ache um certo clichê essa história de alguém com algum tipo de deficiência ter os sentidos mais apurados e logo consegue enxergar(sentir) as coisas muito mais além. Ah se todos os clichês fossem tão bem escritos assim.
ResponderExcluirR.R
Talvez ela esteja mais feliz que a gente, mas ela, assim como nós, teremos que encarar a morte, o que deve ser um abismo pior do que marchas sociais.
ResponderExcluirMas não culpo as pessoas de fingirem um sorriso melancólico: a tv nos acostuma a sermos perfeitos, mas o dia da imperfeição chegará, sem plim plim ou coisa que op valha...
abç
Pobre Esponja
Realmente.
ResponderExcluirCertas coisas vão além de nossa capacidade de raciocinio.
Assim como essa! Parece simples mas não é!
Abraços
que coisa foi essa?
ResponderExcluireu hein, no onibus tem de tudo, alias, nos transportes coletivos...
abs
Gostei do estilo da narrativa,embora a história pudesse ser desenvolvida de outra forma.Mas de qualquer forma,talento tu tenss!
ResponderExcluirEnquanto voce tentanva ver com os olhos dela, alguem do seu lado pensava: '' ô pecado, coitada, tadinha."
ResponderExcluirObservadora :)