Era uma vez um cara.
Ele não tinha uma alma.
Ela o abandonara,
assim como a sua mãe o fizera...
E ele não tinha mais olhos,
apenas dois buracos negros enfeitavam a sua cara...
Ele queria uma alma.
Uma mulher.
Olhos.
Uma vida.
Mas só o que ele conseguiu foram ovos.
OVOS OVOS OVOS OVOS OVOS OVOS OVOS OVOS OVOS
E o desespero não tinha fim.
Então ele juntou dinheiro,
comprou uma arma
e ele achou que sangue preencheria o vazio...
Então ele saiu e atirou.
Buscou o sangue mais bonito e se cobriu dele.
Só que de nada adiantou tentar capturar a vida.
Pois ela continuava a rir dele.
E a mediocridade, o vazio, o cabelo ruim e o cheiro podre que não iam embora...
Logo chegou a morte, a polícia, a TV...
Então ele terminou o processo que iniciara quando ele nasceu.
Agora o que há são apenas os seus restos, os seus ossos, os vermes percorrendo os seus buracos...
Os vermes não irão lhe deixar...
A indigência é uma brincadeira sádica de um deus menino
Me lembrou muito Lord Byron, esse seu poema. Visceral até dizer chega. Muito bom mesmo!
ResponderExcluirAdorei o final:
"A indigência é uma brincadeira sádica de um deus menino"
Continue assim! Bjs
muitooo legal seu blog
ResponderExcluirparabens mesmo
^^
http://ministerioartecomdeus.blogspot.com/
muito interessante
ResponderExcluirFiquei pensando no cara que atirou
ResponderExcluirnaquelas crianças no Rio. Muito
intensa esta poesia. São bem verdades,
as palavras.
Diferente de tudo que eu já li, gostei!
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