quarta-feira, 30 de março de 2011
Sobre os muros - dedicado para a Petró
Ao ser questionada sobre paredes, sou obrigada a me olhar e lembrar dos muros que cercam a minha alma. Muros muito mais intransponíveis do que qualquer concreto. Bom, o meu verdadeiro eu se encontra encerrado dentro desta fortaleza. Nem eu mesma me escuto direito, nem eu mesma me vejo direito. Quem sabe se eu escutasse realmente, seu eu enxergasse perfeitamente tudo o que eu carrego aqui dentro... Eu enlouquecesse. Ou ainda, se eu mostrasse tudo o que eu sou... Ficasse mais só do que eu fico no meio das multidões. Pois nós temos medo de escutar. De enxergar. O outro nos assusta tanto ou mais quanto nós mesmos. Ver o que temos de melhor e o que temos de pior é uma catarse que quase ninguém se arrisca a ter. Pelo menos a minha covardia não me permite. A minha pouca coragem deixa no máximo, que eu vislumbre as flores exóticas que carrego no peito. Dos jardins alheios, só o perfume eu posso sentir... Mas admito que o cheiro de tais flores me agrada mais que a fumaça que nos mata cotidianamente.
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MORREMOS A CADA DIA!!!
ResponderExcluirSEJA JACÓ
SEJA BUFALO
Mt massa o post, inteligent
ResponderExcluiro cotidiano que incomoda.
ResponderExcluirAmei seu blog, muito vardadeiras suas palavras, bjus e estou te seguindo tb, espero uma visita e retribuição
ResponderExcluirhttp://periprciasdeumsonhador.blogspot.com/
http://periprciasdeumsonhador.blogspot.com/
O cheiro das flores é o que importa, a fumaça suja e não cheira bem.
ResponderExcluirhttp://www.claudiaalvesinteriores.blogspot.com/