Doutor,
me responde,
porque a irrealidade do “será” é tão real dentro do meu peito?
Ela dói como um talho recém cortado, que nunca, nunca pára de sangrar...
É tão frustrante imaginar que o abraço que damos pode ser, na verdade, corrente que sufoca e que está destinada a ser partida...
E, mais ainda, que ao perder esta corrente, eu não terei mais nada para guiar / que me guie...
Será que estou velha demais? Gorda demais? Puta demais? Será que eu deveria ter feito isso? Aquilo? Tal é o primeiro sintoma de um cansaço?
Pensar que a outra esquina pode ser mais florida que a que eu me encontro,
Que aquele doce é mais doce que o que eu coloco na boca me faz sangrar...
E machucar quem passar pela minha frente...
Doutor, eu queria mesmo, como mulher, era ter menos serás dentro do meu peito...
Ou quem sabe, virar Gandhi...
Será que essa angustia é algo apenas feminino? Será que é coisa de mulher ou será coisa de ser humano? Adorei o jeito do seu texto!
ResponderExcluirObrigada pela visitinha (no fundo, você pegou algo que me incomodou ao longo do texto inteiro!)
Porque fantasiamos uma realidade tão real que ficamos confuso. A fantasia é um mergulho mental em uma atmosfera criada pelo conciente misturado com o inconciente
ResponderExcluirFantasia nada mais é do que o queremos que seja.
ResponderExcluirBelo blog.
http://cantodaideia.blogspot.com/
Esse será...como é complicado você criar espectativas em cima de algo ou alguém , ilusões, sonhos, sem ter a certeza que aquilo pode se concretizar...
ResponderExcluirhttp://medicinepractises.blogspot.com/